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Na segunda entrevista do Portugal Squash, entrevistamos um jovem promessa espanhola que em breve competirá em Portugal. Com apenas 21 anos (fará 22 no próximo dia 10 de Agosto) é o actual campeão nacional espanhol de sub 23, 10º lugar no ranking nacional absoluto de Espanha e ocupa actualmente a 200ª posição do ranking profissional masculino (PSA), onde já participou em 7 torneios desde Outubro de 2008. Foi recentemente seleccionado pela primeira vez para representar o seu país, no Campeonato Europeu de Selecções que ocorreu em Malmo, Suécia.

Eduardo Gonzalez de Chaves é um jogador irreverente e humilde, que tem tido uma grande ascenção nos últimos anos, e que mais vez mostra a todos os jovens que é possível conciliar os estudos com a competição a um nível elevado.
Portugal Squash (PS.com) – Olá Eduardo e bem-vindo ao portugalsquash.com! Como é que o squash apareceu na tua vida?

Eduardo Gonzalez de Chaves (EC) – O squash apareceu por casualidade, nenhum dos meus familiares praticava, ainda que tenha jogado desportos de raquete em toda a minha vida (ténis, squash...). Foi com 11 anos, quando o meu pai presenteou o meu primo Conrado com uma raquete de squash e começámos a jogar...

PS.com – És actualmente Campeão Nacional Espanhol de Sub 23 e representaste recentemente o teu país no Campeonato Europeu de Selecções. O que significa isto para ti? Quais são as tuas ambições para o futuro?

EC – Cumpri o meu sonho. Foram muitos anos a lutar para ser campeão de Espanha nas categorias inferiores perdendo em várias finais de campeonatos de Espanha júnior e pensava que já não o ia conseguir. A Federação Canária passou a apostar em mim e contratou um novo treinador que me deu ânimo e me ajudou a tirar de mim mais do que eu próprio esperava. Em menos de um ano Campeão de Espanha e jogador da selecção foi incrível!

Agora as minhas ambições são consolidar o meu posto na selecção, tentando alcançar o 2º lugar de Espanha, atrás de Borja.

PS.com – Imaginas-te como o novo Borja Golan? O que é necessário para chegar a este nível (Top 20 PSA)?

EC – O Borja é especial, é impossível comparar-me com ele. Ele tem um dom, é o melhor jogador da história de Espanha e será campeão até que ele queira.

PS.com – Quantas horas despendes a treinar por semana? E onde?

EC – Treino 2 a 3 horas por dia dependendo se vou de manhã ao ginásio, nadar… E dependendo do momento da temporada em que me encontre.

PS.com – Estás a estudar neste momento. Como é que geres e divides o teu tempo entre o squash e a universidade? O que aconselhas aos nossos jovens portugueses?

EC – Sim, estou a estudar Direito na Universidade e neste momento estou em época de exames.

A verdade é que não é fácil compatibilizar com o desporto, mais por causa dos treinos e pelas viagens contínuas para competir, que fazem com que seja impossível manter um acompanhamento constante das matérias. Mas não há opção, ou estudo ou estudo!!

Isto é o que se deve dizer aos jovens jogadores portugueses, que se podem fazer as duas coisas e o melhor exemplo é o Borja Golan, em vias de acabar o seu curso de Jornalismo.

PS.com – Acerca da reunião do IOC, que se irá realizar em Outubro deste ano, em Copenhaga, e a possibilidade do squash se tornar um desporto olímpico em 2016, quão importante é esta decisão para o futuro do nosso desporto?

EC – Esta decisão pode mudar tudo no squash e influenciar de maneira decisiva a vida de todos os que tentam praticar este desporto de maneira profissional.

O squash seria mais mediático, passaria a ser conhecido em todo o mundo e sobretudo haveria mais dinheiro e mais ajuda do governo com bolsas para desportistas olímpicos, o que ajudaria a aumentar o nível dos jogadores e do número de fãs, sobretudo nos países onde este desporto tem escassa importância.

PS.com – Sabemos que estarás em Portugal (Madeira) no próximo mês de Julho – quais são as tuas expectativas?

EC – Espero ganhar e sobretudo divertir-me. São as nossas ilhas vizinhas e nunca tinha tido oportunidade de lá ir. Alguns colegas falaram-me sobre a paixão e amabilidade das pessoas neste torneio. Espero ao menos disputar um bom torneio e voltar no ano seguinte.

PS.com – Num país como o nosso em que estamos a fazer alguns esforços em desenvolver o squash junior e tentando recuperar de alguns anos em que o squash quase desapareceu em Portugal, o que aconselharias? O que deveríamos fazer? Quais deveriam ser as nossas principais preocupações?

EC – Nas Canárias, o squash teve um auge nos últimos 10 anos graças ao trabalho de Jordi Bercedo, o nosso presidente e seria a ele a quem deveriam perguntar sobre esse tema. Mas considero que a base é conseguir primeiro o apoio das instituições, fomentando o squash júnior, conseguindo que estas se envolvam num plano de futuro para estes jovens em busca de resultados.

PS.com – Por ultimo mas não menos importante, poderias deixar uma mensagem aos jovens portugueses e restantes fãs squashistas?

EC – Nunca deixem de jogar squash, porque se abandonas o squash, o squash abandona-te. Então já sabem, desfrutem-no e levem-no com humor pois há que ser muito louco para correr atrás de uma bolinha!

PS.com – Obrigado Eduardo! Esperamos ver-te em Portugal com maior frequência!

 

Versão original

Portugal Squash (PS.com) – Hi Eduardo, and welcome to portugalsquash.com! So, how did squash appear in your life?

Eduardo Gonzalez de Chaves (EC) – El squash apareció de casualidad, nadie en mi familia lo practicaba, aunque he jugado a deportes de raqueta de toda la vida (tenis, squash...) Fue con 11 años, cuando mi padre le regalo una raqueta de squash a mi primo Conrado y empezamos a jugar...

PS.com – You’re actually Spanish U23 Champion and represented your country in European Championships recently. What does that represent to you? What’re your ambitions for the future?

EC – Para mi he cumplido mi sueño. Fueron muchos años luchando para quedar campeón de España en las categorías inferiores y perdiendo en numerosas finales de campeonatos de España junior y cuando pensaba que ya no lo iba a conseguir.

La federación canaria siguió apostando por mi y contrataron un nuevo entrenador que me dio ánimos y me ayudo a sacar de mi mas de lo que yo mismo esperaba. Y en menos de un año campeón de España y jugador de la selección fue increíble!!

Ahora mis ambiciones son consolidarme con un puesto en la selección, intentando colocarme el 2 de España por detrás de Borja

PS.com – Do you see yourself as the new Borja Golan? What does it take to reach this level (Top 20 PSA)?

EC – Borja es especial, es imposible compararse con el tiene un don, es le mejor jugador de la historia de España y será campeón hasta que el quiera.

PS.com – How many hours do you spend training per week? And where?

EC – Entreno entre 2 o 3 horas al día dependiendo si voy por las mañanas al gimnasio, a nadar... Y dependiendo del momento de la temporada en el que me encuentre.

PS.com – You’re currently studying. How do you deal and split your time between squash and the university? What would you advise for our Portuguese youngster players?

EC – Si, estoy estudiando derecho en la universidad ahora mismo estoy de exámenes.

La verdad que no es fácil compaginarlo con el deporte. Mas que por los entrenos por los continuos viajes para competir que hacen que sea imposible mantener un seguimiento constante de las asignaturas. Pero no hay opción hay que estudiar si o si!!

Y esto es lo que hay que decirle a los jóvenes jugadores portugueses que se puede hacer las dos cosas y el mejor ejemplo Borja Golan apunto de acabar su carrera de periodismo.

PS.com – About the IOC Copenhague meeting in October and the possibility of squash becoming an Olympic sport in 2016, how important do you consider this decision for the future of our sport?

EC –Esta decisión lo puede cambiar todo en el squash y e influir de manera decisiva en la vida de los que intentan practicar este deporte de manera profesional.

El squash de golpe seria más mediatico, pasaría a conocerlo todo el mundo y sobre todo habría más dinero y más ayuda del gobierno con becas para deportistas olímpicos. Lo que ayudaría a subir el nivel de los jugadores y el del numero de aficionados sobre todo en países donde este deporte tiene escasa importancia

PS.com – We know that you’ll be in Portugal (Madeira) in July - what are your expectations?

EC – Espero ganar y sobre todo pasarlo genial. Son nuestras islas vecinas, y a las que nunca había tenido la oportunidad de ir. Compañeros ya me han hablado sobre la pasión y la amabilidad de la gente en este torneo, espero al menos poder disputar un buen torneo y poder volver al año siguiente.

PS.com – In a country like ours, where we are doing some efforts developing junior squash and trying to recover from many years where the game almost disappeared, what would you advise? What should we do? What should be our main concerns?

EC – Pues en canarias, el squash a tenida un auge en los últimos 10 años gracias al trabajo de Jordi Bercedo nuestro presidente y seria a él a quien debería preguntar sobre el tema. Pero considero que la base es conseguir primero el apoyo de las administraciones,  fomentando el squash junior, consiguiendo que estas se impliquen en un plan de futuro para estos jóvenes en busca de resultados.

PS.com – Last but not least, could you leave us a message for our Portuguese young players and for all the Portuguese squash fans?

EC – Nunca dejéis de jugar al squash, porque si abandonas el squash el squash te abandona. Así que ya sabéis a pasarselo bien y a tomarselo con humor que hay que estar muy loco para correr detrás de una pelotita.

PS.com – Thanks Eduardo! Hope to see you in Portugal more often!

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